De vez em quando alguém bem-intencionado — um cliente, outro fundador — faz a mesma pergunta: então, quando é que vão escalar isto? Com a implicação de que uma equipa pequena é um degrau, uma fase intermédia entre o passatempo e a «empresa a sério».
Costumávamos acenar com a cabeça e murmurar qualquer coisa sobre a contratação certa na altura certa. Já não.
Pequeno é uma escolha de design
A LusitanIO é uma equipa pequena de programadores experientes porque achamos que muito do trabalho de que gostamos se faz melhor assim. Não todo o trabalho — há problemas que precisam genuinamente de trinta pessoas. Mas o tipo de coisa que aceitamos (um agente de IA que é dono de um fluxo de trabalho, um site para uma oferta focada, um sistema de operações para uma clínica pequena) não melhora com mais mãos. Fica diferente. Normalmente mais lento, mais político, mais caro.
Ficar pequeno não é uma fase que estamos a atravessar. É a forma que queremos que o trabalho tenha.
O que abdicámos
Há contrapartidas reais. Convém sermos honestos sobre elas:
- Não podemos aceitar tudo. Se precisa de uma organização de entrega com trinta pessoas e uma comissão de acompanhamento, somos a chamada errada. Dizemo-lo depressa.
- Não escalamos de forma linear. Alguns projetos ao mesmo tempo, tudo bem; vinte seria um desastre. Por isso planeamos por fases e marcamos com antecedência.
- Toda a gente é estrutural. Documentamos obsessivamente por essa razão — cada projeto é entregue com runbooks e 30 dias de suporte, para que as luzes fiquem acesas aconteça o que acontecer.
O que mantivemos
A vantagem é a parte que não trocamos. Contacto direto com as pessoas que nos contratam. A possibilidade de mudar o design às 23h porque alguém teve uma ideia melhor. Sem política interna, sem pressão de margem para entregar algo em que não acreditamos, sem calendário cheio de reuniões sobre reuniões.
Acima de tudo: a liberdade de dizer não. A projetos que não encaixam, a funcionalidades que não vão ajudar, ao puxão constante para «mais». Um estúdio pequeno é uma forma de ficar perto do trabalho — e das pessoas para quem o fazemos.
Se está a pensar nisso
Algumas coisas que diríamos a nós próprios há uns anos:
- Cobre ao projeto, não à hora. As horas convidam a enchê-las.
- Escreva o que não faz. É a página mais útil do seu site.
- Faça pausas entre projetos. O trabalho sai melhor quando não se entra no seguinte a correr.
É isto. Sem grande tese — só uma nota para o arquivo. Mais escrita a caminho.
Se isto lhe fez sentido e tem um projeto em mente, escreva-nos.